A roupa é um dos elementos não-verbais que um candidato a uma vaga de emprego preocupa-se em impressionar, já que será o primeiro contacto visual com o decisor do recrutamento. Independentemente da função a que se propõe exercer ser formal ou informal, a vestimenta precisa ser limpa, fresca, equilibrada e de bom senso. Para a melhor decisão, sempre será interessante fazer pesquisas online sobre a empresa e compreender os valores, visão, missão e cultura da empresa. Mas e depois disso? Depois de ser contratado, qual o dress code adequado a vestir diariamente no local de trabalho?

Para algumas sociedades a roupa não define a pessoa, mas na prática e na óptica do RH, a roupa comunica sim. Não se trata de pré-julgamento mas de compreender que o ser humano agrupa o que observa, ou seja, indica que de uma forma ou de outra faz análises através do vestuário.

Entendemos a ideia de liberdade de vestuário que alguns grupos tentam inculcar na sociedade, no entanto, é tudo uma questão de cultura empresarial, pois no sector bancário pode haver a cultura de uniformes; roupas formais mas com liberdade de cores; ou até mesmo liberdade de estilos. Por outro lado, através da roupa, das cores predominantes no seu dia-a-dia, do estilo de penteados, as tatuagens, os dentes de ouro piercings e tudo mais, são os adereços que independentemente da cultura da empresa, são detalhes que contam a história da pessoa por trás do funcionário: a sua personalidade.

Não existe um padrão certo de roupa adequada para trabalhar, depende da função e do local de trabalho, todavia empresas há que preferem padronizar a vestimenta com uniformes específicos, sobretudo para as áreas de atendimento ao cliente, médicos, bombeiros, juiz, polícia entre outros, mas neste artigo, vamos referir-nos aos funcionários que dentro de uma limitação disciplinar, são livres para impressionar.

Dos fardos às boutiques, ao RH, o que importa são duas coisas: A roupa adequada à cultura da empresa & represente a personalidade da pessoa. A partir daí cada funcionário é livre para comunicar não verbalmente.

No trabalho a roupa não é uma questão de vaidade ou de condição financeira, a roupa é um meio de comunicação! Quando ajustada à sua personalidade, a vestimenta pode apresentar aos outros a imagem de criatividade, simpatia, dinamismo, autenticidade e ou seriedade que se pretende efectivamente vender. Através das cores, dos cortes, detalhes, acessórios o funcionário se apresenta aos stakeholders e dá-lhes uma ideia de que tipo de abertura o funcionário lhe dá.  

A moda feminina é mais versátil e permite maior criatividade que os homens, no entanto, o mercado masculino ganha muito espaço nas gravatas com padronizadas, nos blêizer criativos, na conjugação de cores e acessórios como relógios e fios de ouro. Para quem pretende vender melhor a sua imagem sem perder o seu estilo, é aconselhado ter na sua rede de contactos um consultor de imagem que dará contributos mais específicos sobre o seu guarda-roupa.

Vestir para impressionar não é sobre a vaidade que apenas quer dizer a vontade de ser sentir bonito aos olhos dos outros, antes porém, a vestimenta precede a intenção de traduzir uma carreira profissional.

Vestir para impressionar não é sobre ser o mais estiloso, o mais vaidoso ou o que gasta mais dinheiro em roupas caras. É sobre usar a sua roupa com inteligência, conforto, personalidade e responsabilidade para comunicar profissionalmente.

Pelo mundo, escuta-se dizer com tom de muita sapiência a frase: “Não é possível classificar as pessoas pela aparência”, mas há muitas reticências nessa frase. A aparência pode não representar o que você é agora, mas pode representar o que deseja ser profissionalmente. A roupa é um elemento que complementa a identidade. Por essa razão que os escoceses vestem saias, os cross-dressing que são homens de orientação heterossexual e vestem roupas femininas; os muçulmanos vestem a burca, niquab e hijb; que o povo bacongo usa panos africanos e os cowboys vestem casacos e botas de couro. É uma questão de identidade! No meio laboral o mesmo ocorre. Cada peça de roupa, cor, acessório e penteado complementa a identidade do funcionário.

Roupas adequadas e representativas influenciam para o estado de espírito e contribuem para dar ânimo, combater a auto-estima. Quem nunca vestiu uma roupa e sentiu que ganhou quilos de endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina (homónimos da felicidade)? Todos nós temos uma cor preferida para cada ocasião, um estilo de roupa que dá maior confiança, feminilidade ou masculinidade. O azul transmite segurança, tranquilidade e eficiência; o verde transmite esperança de ser reconhecido; o vermelho transmite energia e paixão; o amarelo e o laranja transmitem alegria; o bege quando se quer passar despercebido; o preto que transmite elegância e pujança; ou o branco que transmite limpeza e pureza.

Para o RH, é importante que além do seu trabalho, o funcionário vista-se a si mesmo, que se sinta feliz cada vez que for trabalhar. Essa felicidade pode começar no seu guarda-roupa! Na próxima vez que estiver a escolher a sua roupa de trabalho para comprar ou já nos seus conjuntos guardados apenas verifique duas coisas: representa a cultura da empresa e ao mesmo tempo a sua personalidade que transmite profissionalismo como confiança e autenticidade? Então, está pronto para impressionar!

Gláucia Donda

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