A força de trabalho de uma organização é a sua vantagem competitiva. Uma equipa eficaz de colaboradores qualificados e competentes pode agregar valor exponencial a uma organização devido a um diferencial significativo de desempenho. Ao mesmo tempo, as contratações erradas podem ser extremamente prejudiciais para o sucesso de uma empresa.

Durante o processo de recrutamento externo ou interno, existem diversos métodos para avaliar as habilidades, o potencial e a capacidade do candidato para realizar o trabalho. Certamente que os currículos e as entrevistas são os métodos primários e tradicionais mais usados ​​pelos empregadores para reunir as informações de maior relevância sobre um candidato.

No entanto, pesquisas recentes indicam claramente que a maioria dos currículos são “ornamentados” com afirmações que fazem os candidatos parecerem ideais para a Função. Os mesmos estudos referem ainda que as entrevistas, de uma forma geral, não são bem estruturadas nem padronizadas, e não oferecem uma visão valiosa sobre a probabilidade de sucesso do candidato na posição.

Os testes de avaliação especialmente criados para testar a personalidade, habilidade, técnica, ou aptidões de um candidato, servem portanto, como uma ferramenta de recrutamento muito mais eficaz e objectiva. Os testes sem dúvida alguma são fundamentais para identificar a probabilidade de um candidato ter um bom desempenho no trabalho.

Por outro lado, a própria utilização destes testes implica sempre um custo extra, no entanto, quando bem utilizados ajudam a organização a economizar tempo durante o processo de seleção, mas também a reduzir a taxa de rotatividade após a contratação, e contribuem ainda de forma decisiva, para os processos de up-skilling e re-skilling com os colaboradores da empresa. Adicionalmente, os testes são normativos, o que permite aos empregadores realizar uma avaliação comparativa de diferentes candidatos e encontrar o mais adequado para a função, e inclusive para a cultura da sua organização.

Actualmente, cada vez mais empresas estão a aproveitar os testes de avaliação, em parte graças às novas tecnologias que tem vindo a facilitar o formato para fazer os testes até desde um smartphone, e que fornecem automaticamente os resultados com uma conjunto de ferramentas de triagem e análise de resultados, tudo isto, com preços muito mais baixos com uma oferta que cresce cada dia. Embora em Angola, com a baixa penetração da internet, temos que avaliar primeiro, se o nosso candidato alvo tem acesso às ferramentas necessárias para dar seguimento a sua avaliação por via online.

Todos se recordam daqueles testes psicométricos estandardizados, com forte base científica, e pouco foco, que muitos de nós utilizámos no passado, contudo, agora existem outras ferramentas muito mais ágeis tanto para administrar como para responder, que têm menor base científica e mais foco na adequação do perfil profissional com a posição pretendida, personalidade, habilidades ou cultura pretendidas.

Então que tipo de teste devo utilizar? Embora um teste de aptidão, técnico ou de habilidade possa ajudar a medir o quão bem um colaborador pode crescer nas suas novas funções e com que rapidez ele aprende novas habilidades, um teste de personalidade avalia exactamente, se a personalidade do candidato se encaixará no trabalho, na futura equipa e na cultura da organização que o pretende contratar. O importante aqui é escolher de forma acertada, segundo a posição e o que pretendemos com o teste, para que sejam rapidamente eliminados candidatos nas fases iniciais, ou para que se realize a melhor identificação das habilidades ou personalidades específicas. Fazer o teste por fazer, unicamente vai poder servir, para proteção legal contra potenciais litígios no futuro, e que sejam implicados ao processo de seleção ou promoção de colaboradores, o que já é alguma coisa…

Portanto, as empresas que investem num processo de contratação estruturado têm maior probabilidade de atrair os melhores talentos, assim como as ferramentas de avaliação bem validadas podem ser um grande recurso para agilizar todo o processo. Em resumo, está claro que o Retorno do Investimento (ROI) dos testes de avaliação é bastante alto e as organizações que o aproveitam estão fadadas a experimentar um impacto positivo tangível.

Rui Miguel Oliveira, Director Geral da Jobartis

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