A IMPORTÂNCIA DO AUTO-CONHECIMENTO NO PROCESSO DE LIDERANÇA

Makiese de Carvalho, 20-07-2021

Hoje muito se fala sobre o olhar para dentro, um processo que nos ajuda a identificar os nossos padrões de pensamento, hábitos, controlo das emoções independentemente de serem positivas ou negativas, entre tantos outros factores que nos ajudam a reflectir sobre quem de facto somos e como isto se alinha aos nossos padrões e valores morais.

É importante sabermos quem somos e para onde vamos ou pretendemos ir, pois na vida temos de ter rumo e direção para que não andemos à deriva, quem não sabe aonde quer chegar não irá a lugar nenhum e, manter-se-á em modo estático. Daí termos duas hipóteses – criar a vida dos nossos sonhos ou seguir a vida que os outros acham que devemos seguir.

Como acontece o processo de auto-conhecimento? Existem algumas formas, metodologias ou ferramentas que nos permitem percorrer, alguns caminhos como:  

1. A auto-confiança está estritamente relacionada ao processo de auto-conhecimento, partimos do pressuposto que existe uma necessidade de confiarmos em nós próprios, de termos uma direção a seguir e de sermos merecedores daquilo que buscamos.

2. O “coaching”, tem sido muito usado nos processos de desenvolvimento pessoal e profissional. O profissional ou o “coach”, potencializa, desenvolve e transforma a performance dos indivíduos por meio de objetivos e metas a alcançar, estabelecendo-se um compromisso entre ambos (“coach” e “coachee”).

3. Na análise “swot” pessoal, são tidas em conta as forças e as fraquezas do indivíduo e estes  aspectos fazem parte da análise interna. As oportunidades e ameaças são aspectos que fazem parte da análise externa. Nos pontos fortes percebemos o que nos faz bem, nos pontos fracos o que podemos melhorar, nas oportunidades o que podemos fazer para amenizar os pontos fracos e, nas ameaças o que nos pode prejudicar.

4. Quanto aos testes de análise de perfil comportamental, a ciência tem buscado compreender melhor os padrões e motivos dos nossos comportamentos, o Psicólogo William Moulton Marston, na sua obra “Emoticons of normal people” publicada em 1928, apresentou o seu método de compreensão dos padrões de comportamento, temperamento e personalidade das pessoas. A metodologia foi intitulada como “DISC”, apresentando quatro tendências básicas de como as pessoas orientam os seus comportamentos: os dominantes, os influentes, os estáveis e os analíticos.

5. O “mindfulness”, a prática da atenção plena, deixa-nos mais presentes conosco mesmos podendo se observar o que acontece dentro de nós e ao nosso redor, prestando maior atenção aos nossos pensamentos à medida que eles vão surgindo.

6. A observação dos próprios comportamentos, permite-nos observar de uma outra perspectiva que nos faz ver e entender determinadas atitudes e comportamentos. Esta situação faz com que compreendamos melhor as nossas emoções.

7. Na aprendizagem contínua, todos os dias devemos dar abertura a nossa mente para que esta aprenda com uma variedade de pessoas como – professores, escritores, oradores, líderes, empresários, pessoas mais jovens, pessoas mais velhas, pessoas de condição social diferente a nossa, entre outros. Todas estas pessoas sempre têm alguma história para contar, um aprendizado à transmitir e um espelho para reflectir. A medida que vamos ganhado conhecimento usamos a nossa auto-consciência, para melhor compreendermos por que determinadas pessoas se comportam desta ou de outra forma e como as suas atitudes poderão impactar-nos.

8. Pedir “feedback” também auxilia-nos bastante a desenvolver o auto-conhecimento, ajuda a identificar alguns comportamentos do ponto de vista da outra pessoa ao qual possivelmente estejamos a ignorar por falta de conhecimento.

Portanto, investir em auto-conhecimento é ajudar a se entender e a ter sucesso na esfera pessoal e profissional. É um factor considerado como um diferencial no desenvolvimento das lideranças, ajudando-as na melhoria das características pessoais, fazendo com que estes percebam como as suas características se destacam e como estas afectam as suas tarefas e a percepção que os outros têm destas.

Por: Makiese de Carvalho

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