A auto-estima é um aspecto do comportamento humano que influencia absolutamente tudo. Ela é a base, o princípio da construção, mudança positiva de todo ser humano. Está em todo o lado e reflecte-se em todos os aspectos da vida da pessoa, inclusive o profissional.

Pode-se afirmar sem sombra de dúvidas, que a  auto-estima é o termômetro que mede a satisfação e o nosso nível de plenitude na vida.

Por definição, a auto-estima é a capacidade de manifestar o amor que sentimos por nós mesmos. Ela tem a ver com:

  • O quanto nos amamos
  • O quanto nos respeitamos
  • O quanto nos aceitamos 
  • O quanto nos valorizamos 
  • O quanto gostamos da nossa própria companhia 
  • O quanto nos sentimos merecedores 
  • O quanto nos sentimos seguros 
  • O quanto nos sentimos poderosos internamente 
  • O quanto nos apreciamos.

Além do sentimento de amor-próprio, do simples apreço que cada um tem de si, ela engloba um sentimento mais profundo que é o de sentir-se alinhado, adequado, integrado à vida, ao mundo, Universo. É um sentimento de merecimento e também de poder pessoal, pois não basta simplesmente sentir apreço, amor e carinho por si, é importante sentir-se merecedor, parte fundamental deste mundo, da vida. Merecedor de viver uma vida alegre consigo mesmo, quer seja na vida pessoal ou no trabalho. Uma vida plena e coberta de felicidade, leveza e harmonia, pois todos nós, possuímos este direito, embora ele na sua maioria esteja adormecido nas mentes e nos corações das pessoas. O sentimento de poder pessoal, significa, que cada ser humano tem o direito de escolher qualquer coisa que pretenda ser, de viver a vida tal como deseja e sinta que deva viver.

POR QUE DESENVOLVER A AUTO-ESTIMA É TÃO IMPORTANTE?

A forma como uma pessoa trata a si mesma, a família, os colegas de trabalho, os seus relacionamentos, como age com as pessoas desconhecidas e também em que patamar ela chegará na vida profissional, está directamente ligada à auto-estima uma vez que ela é a base, o princípio da construção e mudança positiva, o grande pilar da vida todo o ser humano.

Como afirmou o conceituado psicoterapeuta e escritor Nathaniel Branden, no seu livro Auto-estima e os seus seis pilares: “os dramas da nossa vida são um reflexo directo das visões mais íntimas que temos de nós mesmos”.

Assim, a forma que cada um vê a si mesmo, influencia literalmente as situações, circunstâncias que esta pessoa viverá, o caminho a percorrer e os resultados a alcançar. Ela quando bem desenvolvida e continuamente monitorizada, pode facilitar tudo à nossa volta, desde a compreensão de quem realmente somos, do que viemos cá fazer e ter e, também, ajuda a expandir a mente e o coração ao ponto de conseguirmos (nem que for pelo menos em parte), compreender, aceitar e respeitar os outros tal como são.

“Como ama a si mesmo, é como ensina o mundo a amá-lo.” 

Toda pessoa que não possui uma auto-estima forte, elevada, acredita profundamente não ser merecedora do mais alto nível de alegria, felicidade, confiança, reconhecimento, sucesso. De maneira inconsciente ou não, esta acaba por produzir comportamentos destruidores, negativos que impedem que situações positivas no seu ambiente de trabalho aconteçam. Esta acaba por limitar o seu próprio crescimento e a ascensão da sua carreira. 

Sentir-se literalmente adequado, integrado, ligado à vida (merecedores, importantes), é o maior sentimento que pode existir. É o dobro do amor, afeição e respeito que podemos ter de nós mesmos. Este sentimento, indubitavelmente, transcende a aparência física, pois está directamente ligado aos nossos valores mais íntimos, a percepção, ao conhecimento e a verdadeira compreensão de que somos seres divinos, essenciais e de singularidade única.

Desenvolver a auto-estima é desenvolver a extrema convicção de que temos o direito e somos capazes de ser, ter, fazer e viver bem e podemos atingir todo o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional, pois este é um direito dado a cada um de nós. 

Desenvolver a auto-estima é também expandir o nosso nível de consciência, a nossa mente, o nosso emocional e a nossa alma. Se entendermos verdadeiramente esta forma de pensar, poderemos compreender que todos, absolutamente todos sem qualquer excepção, podem e devem cultivar, desenvolver uma auto-estima forte, saudável quer seja na vida pessoal ou no local de trabalho.

COMPORTAMENTOS QUE DESENCADEIAM UMA BAIXA AUTO-ESTIMA NO TRABALHO

  • Complexo de Inferioridade (hábito de comparar-se negativamente com terceiros);
  • Incapacidade de partilhar as suas opiniões com os colegas e o superior hierárquico;
  • Complexo de superioridade (tendência a agir de forma arrogante, prepotente, egocêntrica e agressiva); 
  • Exclusão e isolamento social;
  • Falta de confiança em si mesmo e na execução das suas actividades;
  • Medo de enfrentar os desafios e assumir riscos;
  • Sensação constante de fracasso;
  • Tendência excessiva à procrastinação;
  • Dificuldade de reconhecer os próprios erros;
  • Constrangimento e dificuldades em dizer NÃO e impor limites;
  • Auto-cobranças e senso constante de perfeccionismo;
  • Sensibilidade à críticas, dificuldade em lidar e aceitá-las;
  • Tendência de querer agradar a todos enquanto desagrada si mesmo;
  • Sentimentos de inveja constantemente, dificuldades em elogiar e encontrar qualidades nos colegas de trabalho;
  • Pessimismo constante;
  • Baixa resiliência e constante dificuldade de adaptação aos trabalhos;
  • Insegurança
  • Inflexibilidade.

São inúmeras as consequências de uma baixa auto-estima no trabalho e variam entre os profissionais e de acordo com as suas experiências, histórico que cada um vivenciou e os significados que atribuiu.

“É natural ressentir-se sobre si mesmo de vez em quando, mas quando estes sentimentos são constantes, é sinal de que a nossa auto-estima precisa ser melhorada e desta forma, evitamos que a nossa carreira profissional não fracasse”.

Érica Lopes,

Escritora, formadora e oradora.

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