Do artigo “A Arte de Ser camaleão” parte 1, surgiram muitas perguntas sobre como podemos nos transformar em “camaleões” e como nos transformar em investidores de pessoas. Com isso, trago-vos aqui a segunda parte do artigo para fomentar a reflexão sobre o tema e formas de condução do mesmo de forma resumida.

A gestão de pessoas é uma arte que envolve uma série de ações interdependentes e continuas, é um constante investimento de entrega, energia, tempo, ato de amor, dedicação etc. Então basicamente, para criar Camaleões, a primeira grande virtude de ser um investidor de pessoas, é ter essa orientação como seu propósito de vida, é estar em nossa zona de Ikigai, só assim estaremos prontos para trabalharmos e transformarmos as outras pessoas. Significa que primeiro, eu preciso resolver “eu comigo mesmo”, depois “eu para com o outro”, depois “eu para com o mundo”. O Ikigai nada mais é do que o encontro de sua “razão de existência”,  seu ponto de felicidade, basicamente é estar fazendo o que ama e ser bom naquilo que você faz, tendo assim sua paixão definida, além disso é ser pago por isso, tendo assim sua profissão,  além disso é fazer o que o mundo precisa, tendo assim encontrado sua vocação,  além disso é amar o que faz, tendo encontrado assim sua missão. Ou seja, antes de trabalhar o outro, precisamos ter trabalhado a nós mesmos, estar firme nos quatro pilares estruturantes de seu Ikigai, Paixão, Profissão, Vocação e Missão de Vida. Penso que essa seja a etapa mais difícil do processo, trabalharmos a nós mesmos, a partir dai as demais etapas acabam entrando em um processo natural na busca constante de transformação de vidas e investimento em pessoas.

Quando já temos em nós mesmos todas as definições claras e emocionalmente preparados para enfrentar o desafio, é hora de dar o passo para o próximo degrau deste processo, que é olhar para o outro. Ou seja, só posso transformar alguém em “camaleão” quando eu já sou um “camaleão” forte e bem formado, bem como convicto que estou apto e preparado para começar minha criação. A partir dai posso olhar para meus três grandes grupos e saber dividi-los em os Camaleões, as Pedras e os Híbridos.

Quando iniciamos um processo de investir em pessoas, precisamos primeiro identificar quem são as que realmente querem e estão preparadas para receber essa “injeção” de energia, para que nosso investimento não seja sem retorno, pois se vamos trabalhar em pessoas que não queiram passar pelo processo, entraremos em uma zona de frustração, pois quando não há retorno não estamos a fazer um bom negócio, tendo sido apenas um processo de  gasto tempo e muita energia de nossa parte, vendo assim destruído o nosso propósito. Então precisamos em primeiro ponto, encontrar as pessoas que verdadeiramente querem se tornar grandes camaleões e na sequência formadores de camaleões, é fazê-las entender os ganhos que terão enquanto profissionais e enquanto seres humanos. Em termos de cadeia de valor, é preciso trabalhar em paralelo na transformação primeiro dos camaleões já formados em criadores de camaleões, assim vamos formando nosso “Exército de investidores” e sequencialmente dos híbridos em camelões completos, já utilizando o primeiro grupo de evolução para esta missão.

Sequencialmente, é iniciar um trabalho cíclico de tempo, energia, partilhas, mentoria, identificação de gaps, definições de planos de ações para trabalhar na transformação utilizando técnicas modernas de criação de hábitos,  teoria Mini e Max, coach, bem como aplicação de técnicas de Neuroliderança, para que estes consigam desenvolver as aptidões necessárias para a nova realidade, constituindo o hábito de melhoria continua, e que esteja sempre preparada para mudanças drásticas e expressivas, tendo habilidade para se adaptar rapidamente e a desenvolver soluções continuas para o universo corporativo que estão envolvidos. Obviamente é preciso equilíbrio deste investimento com os demais papéis sociais que essa pessoa exerce.

Quando este investimento, já estiver gerando retorno, se faz necessário acompanhar o processo inicial de transformação de hábito para que ele seja definitivo, bem como apoiar o início da metodologia de transmissão de ações para que os novos camaleões saibam como proceder para realizar a sua criação. No inicio é necessário acompanhar e auxiliar em cada etapa para que depois de submetidos a diversos ambientes, pressões, frameworks etc, sinta que verdadeiramente a pessoa se transformou em um camaleão e na sequencia um criador de camaleão, e já não precisa de sua orientação, direcionamento para ser efetivamente uma pessoa com características adaptativa evolutiva, ela já esta preparada para a próxima fase, que é ajudar ao seu grupamento a transformar outros grupamentos.  Então no artigo “A arte de ser camaleão” parte 3, exploraremos um pouco a próxima etapa do processo.

Encontre seu Ikigai, correto?

Não, faça mais do que isso, seja investidor de pessoas, as ajude a encontrar seu IKIGAI.

2 thoughts on “A arte de ser Camaleão – Parte 2”

  1. Não posso deixar de concordar com o artigo exposto, a compreensão do ikigai é deveras um processo essencial (básico) para se propor a gerar mudanças (transformação) na própria pessoa, nas pessoas e nas coisas. Obrigado pelo esclarecimento. Aguardando pela parte III

    1. Olá Cassoma, bom dia!
      Isso mesmo, concordo plenamente! Um prazer que tenha gostado do artigo e já estou iniciando a redação da parte 3. Muito obrigada pela Feedback, nos dá força para continuarmos. Tenha um excelente dia!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *